segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Processo Seletivo / OFA - 2010

PERFIL DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO ESPECIAL

O professor atuante na modalidade de Educação Especial deve ter como princípio a Educação Inclusiva, partindo do pressuposto de que todos os alunos têm direito de estar juntos, convivendo e aprendendo.
O professor especializado deve estar atento às possibilidades de acesso, tanto físico como de comunicação, a partir do conhecimento dos recursos necessários e disponíveis, o que permite o desenvolvimento pleno do humano. Aliado a isso, coloca-se a questão didática, pois o professor especializado deve ter a clareza das características próprias de seu trabalho, que não pode avançar sobre aquele da sala comum. Guarda-se, assim, uma relação dialética entre o professor da sala comum e o professor especializado, devendo ser próprio deste último a competência para trabalhar com o aluno as questões relativas às dificuldades geradas pela deficiência.
Não pode ser esquecida, também, a amplitude do olhar que o professor especializado deve ter com relação a seus colegas da sala comum, à equipe escolar como um todo e à comunidades, principalmente, à família do aluno. Enfim, impõe-se ao professor especializado a percepção das contínuas mudanças sociais que foram se concretizando ao longo do tempo, tendo como referência a questão da diversidade.
Neste contexto, é importante o conhecimento da evolução das políticas públicas, refletidas na legislação atual, principalmente no que se refere ao Brasil e ao estado de São Paulo.
O professor de Educação Especial deve apresentar o seguinte perfil:
1. Demonstrar conhecimento dos aspectos históricos da relação da sociedade com as deficiências e a pessoa com deficiência.
2. Conhecer as várias tendências na abordagem teórica da educação das pessoas que apresentam necessidades educacionais especiais.
3. Ser capaz de produzir e selecionar material didático em vista do trabalho pedagógico.
4. Dominar noções dos aspectos fisiológicos e clínicos das deficiências.
5. Identificar as necessidades educacionais de cada aluno por meio de avaliação pedagógica.
6. Elaborar Plano de Atendimento no Serviço de Apoio Pedagógico Especializado - SAPE, visando a intervenção pedagógica nas áreas do desenvolvimento global e encaminhamentos educacionais necessários.
7. Desenvolver com os alunos matriculados em classes comuns atividades escolares complementares, submetendo-as a flexibilizações, promovendo adaptações de acesso ao currículo e recursos específicos necessários.
8. Conhecer os indicadores que definam a evolução do aluno em relação ao domínio dos conteúdos curriculares e elaborar os registros adequados.
9. Interagir com seus pares, com a equipe escolar como um todo, com a família e com a comunidade, favorecendo a compreensão das características das deficiências.
10. Utilizar-se das diversas contribuições culturais para facilitar aos alunos sua compreensão e inserção no mundo.
Habilidades do professor de Educação Especial
Deficiência Física
1. Identificar os vários aspectos de como se apresentam a deficiência e decidir sobre os recursos pedagógicos a serem utilizados.
2. Conhecer os Recursos de Comunicação Alternativa.
3. Conhecer Recursos de Acessibilidade ao Computador.
4. Reconhecer e identificar materiais pedagógicos: engrossadores de lápis, plano inclinado, tesouras adaptadas, entre outros.
5. Identificar formas adequadas de acompanhamento do uso dos recursos alternativos em sala de aula comum.
Deficiência Auditiva
1. Identificar aspectos culturais próprios da comunidade surda.
2. Dominar a metodologia de ensino da Língua Portuguesa para Surdos.
3. Dominar a metodologia do ensino da Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS.
4. Dominar o ensino com LIBRAS.
5. Reconhecer e identificar materiais didáticos e pedagógicos com base na pedagogia visual e na Libras, entre outros.
Deficiência Visual
1. Dominar o ensino do Sistema Braille.
2. Demonstrar o domínio de conhecimentos sobre orientação e mobilidade e sobre atividades da vida autônoma.
3. Dominar conhecimentos para uso de ferramentas de comunicação: sintetizadores de voz para ler e escrever via computador.
4. Dominar a técnica de Soroban.
5. Identificar material didático adaptado e adequado, de acordo com a necessidade gerada pela deficiência (visão subnormal ou cegueira).
Deficiência Intelectual
1. Identificar e ser capaz de avaliar a necessidade de elaboração de Adaptação Curricular.
2. Diante de situações de diagnóstico, ser capaz de avaliar a necessidade de Currículo Natural Funcional para a vida prática, e habilidades acadêmicas funcionais.
3. Identificar materiais didáticos facilitadores da aprendizagem como alternativas de se atingir o mesmo objetivo proposto para sala do ensino comum, levando em conta os limites impostos pela deficiência.
4. Identificar habilidades básicas de autogestão e específicas visando o mercado de trabalho.
5. Reconhecer situações de favorecimento da autonomia do educando com deficiência intelectual.
BIBLIOGRAFIA PARA EDUCAÇÃO ESPECIAL

Deficiências / Inclusão - Geral:

1. BIANCHETTI, L.; FREIRE, I. M. Um Olhar sobre a Deficiência. Campinas: Papirus, 1998.
2. MANTOAN, Maria Teresa Egler. Inclusão Escolar - O que é ? Por quê? Como Fazer? 2ª ed. São Paulo: Moderna, 2006.
3. MAZZOTTA, Marcos José da Silveira. Educação Especial no Brasil História e Políticas Públicas, SP, Cortez, 1996.
4. MITTLER, Peter. Educação Inclusiva: Contextos Sociais. Porto Alegre: Art Med, 2003.
5. ROSITA, Edler Carvalho. Educação Inclusiva com os Pingos nos Is. 2. Ed. Porto Alegre: Mediação, 2005.
6. SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: Construindo uma Sociedade para Todos. Rio de Janeiro: WVA, 1997.
7. STAINBACK, S. STAINBACK, W. Inclusão: um guia para educadores. Trad. Magda França Lopes. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.

Deficiência Auditiva :

8. GOES, M. C. R. de. Linguagem, Surdez e Educação. Campinas, SP: Autores Associados, 1996.
9. GOLDFELD, M. A criança surda: linguagem e cognição humana numa perspectiva sócio-interacionista. São Paulo, SP: Plexus: 1997.
10. SKLIAR, Carlos. A Surdez: um Olhar sobre as Diferenças. 3 ed. Porto Alegre: Mediação, 2005.

Deficiência Física:

11. BASIL, Carmen. Os alunos com paralisia cerebral: desenvolvimento e educação. In: COLL,C.; PALACIOS,J.; MARCHESI, A. Desenvolvimento psicológico e educação: necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar. Vol.3 Porto Alegre: Artes Médicas, 1995 (pp 252-271).

Deficiência Mental:

12. AMERICAN ASSOCIATION ON MENTAL RETARDATION. Retardo mental: definição, classificação e sistemas de apoio. Tradução por Magda França Lopes. 10. Ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.
13. OMS - Organização Mundial da Saúde, CIF: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde [Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde para a Família de Classificações Internacionais, org.; coordenação da tradução Cassia Maria Buchalla]. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo - EDUSP; 2003.
Deficiência Visual:

14. AMORIN, Célia Maria Araújo de e ALVES, Maria Glicélia. A criança cega vai à escola: preparando para alfabetização. Fundação Dorina, 2008.
15. LIMA, Eliana Cunha, NASSIF, Maria Christina Martins e FELLIPE, Maria Cristina Godoy Cruz. Convivendo com a baixavisão:da criança à pessoa idosa. Fundação Dorina, 2008.
DOCUMENTOS PARA A EDUCAÇÃO ESPECIAL

Deficiências / Inclusão - Geral:

1. BRASIL, Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: Adaptações Curriculares. Brasília, MEC/SEF, 1999. Deficiência Física
2. BRASIL. Ministério da Educação. Atendimento educacional especializado: deficiência física. Brasília: SEESP/SEED/MEC, 2007.
3. BRASIL. Ministério da Educação. Estratégias e orientações pedagógicas para a educação de crianças com necessidades educacionais especiais: dificuldades de comunicação e sinalização: deficiência múltipla. Secretaria de Educação Especial. Brasília: MEC/SEESP, 2002.(Educação Infantil, vol. 5).
4. BRASIL. Ministério da Educação. Saberes e Práticas da Inclusão: Desenvolvendo competências para o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com deficiência física/neuro-motora. Secretaria de Educação Especial. Brasília: MEC/SEESP, 2006.

Deficiência Mental:

5. BRASIL. Ministério da Educação. Atendimento Educacional Especializado: Deficiência Mental. Secretaria de Educação Especial. MEC/SEESP, Brasília, 2007.
6. BRASIL. Ministério da Educação. Educação Inclusiva: Atendimento Educacional para a Deficiência Mental. Secretaria de Educação Especial. MEC/SEESP, Brasília, 2005.
Deficiência Visual:

7. BRASIL. Ministério da Educação. Educação Especial: Construção do Pré-Soroban. MEC/SEESP, Brasília.
8. BRASIL. Ministério da Educação. Educação Especial: Grafia Braille para a Língua Portuguesa. MEC/ SEESP, Brasília, 2006. 9. BRASIL. Ministério da Educação. Educação Especial: Orientação e Mobilidade - Conhecimentos básicos para a inclusão da pessoa com deficiência visual. MEC/SEESP, Brasília

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Concurso DS Contra o Consumo de Drogas

Assumindo um caráter eminentemente cultural, realizou-se na manhã do dia 08 de outubro de 2009, o evento de premiação aos vencedores do Concurso Contra o Consumo de Drogas, promovido pelo Instituto Thadeu José de Moraes (ITJM), através do Programa “Ler e Aprender com o DS”, criado pela equipe do Jornal Diário de Suzano.
De forma educativa e preventiva, o Concurso trouxe como um de seus principais objetivos alertar gestores e educadores quanto à necessidade de programas educacionais voltados para a prevenção ao uso de drogas, bem como a comunidade escolar e os alunos em geral, quanto ao perigo do consumo de drogas.
Participaram deste concurso os alunos regularmente matriculados e cursando o Ensino Fundamental e/ou Médio das escolas jurisdicionadas pelas Diretorias de Ensino Região Itaquaquecetuba, Suzano, Mogi das Cruzes, além das Secretarias Municipais e Colégios Particulares da Região do Alto Tietê.
É com imenso contentamento que parabenizamos todos os premiados de nossa Diretoria de Ensino, os quais demonstraram grande empenho e compromisso não só com o processo de ensino aprendizagem, mas também com a promoção de educação para cidadania.
Damos destaque à EDUCAÇÃO ESPECIAL que mais uma vez abrilhantou o evento, conquistando, com a E. E. Edina Álvares Barbosa, a medalha de 3º LUGAR na Modalidade 4 "Desenhando para Prevenir".

Aluna Amanda no momento da premiação, acompanhada da Professora Simone
Amanda acompanhada das Professoras Solange e Simone e da representante da Educação Especial no evento AT Eliasib.

Amanda abraçada às Professoras Solange e Simone e sorridente em mais uma das muitas conquistas que a aguardam.

Amanda acompanhada de sua mãe e da Vice Diretora da E. E. Édina Álvares Barbosa, Professora Mercedes.

PARABÉNS PROFESSORES, ALUNOS E GESTORES!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

OT de Educação Física Adaptada

Queridos colegas,
Aí estão algumas das fotos da Orientação Técnica de Educação Física Adaptada... Gostaria de agradecer pela imensa participação e interação dos grupos; sem vocês nosso trabalho não existe... Não se esqueçam da nossa "tarefa de casa"! Qualquer dúvida, entrem em contato comigo ou com a PCOP Rose.
Abraços...


Duplas com pernas amarradas jogando futebol.
Duas equipes jogando volei sentado.

Coordenadoras vendadas esperando o início da atividade.

Duas equipes disputando partida de volei sentado .

Grupo de coordenadores vendados fazendo trabalho de reconhecimento do local e dos parceiros.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Poaense é bronze nos Jogos Mundiais nos EUA

Judoca que treina na Academia Morada do Sol, de Poá, e no Projeto JUDÔ Paradesportivo, em Mogi das Cruzes, disputou torneio em Colorado Springs e se destacou entre 12 atletas.

O para-atleta Mateus Rodrigues dos Santos de 16 anos, da classe B1, integrante da equipe principal da seleção brasileira de JUDÔ paraolímpico, conquistou a medalha de bronze nos Jogos Mundiais para jovens e Estudantes da IBSA 2009 para Cegos e Deficientes Visuais, ocorrido em Colorado Springs, nos Estados Unidos.
A competição foi voltada para estudantes de 12 a 19 anos dos cinco continentes e Mateus representou o Brasil na categoria estudantil até 60 kg. "Cheguei até onde poderia. Creio que fiz o melhor e já é um feito muito grande para o esporte da região", frisou Santos, que ficou entre os três melhores de 12 atletas que disputaram a competição. O campeão dos Jogos Mundiais foi o turco Yunus Korkmaz, que superou o chinês Wu-Kai Lee na decisão da competição. O chinês, por sinal, venceu Matheus na semifinal do torneio.
"Sem dúvida que esta inédita medalha de bronze é um marco histórico para o desporto paraolímpico brasileiro", afirmou o professor Hélio Rong Júnior, técnico do JUDÔ paradesportivo da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Smel) de Mogi das Cruzes. "A participação do Mateus neste evento internacional foi muito importante para nosso aprendizado, pois segundo o Comitê Paraolímpico Brasileiro, ele poderá participar do Parapanamericano de 2009 para Jovens, que está programado para ocorrer na Colômbia", afirmou.
Rong Júnior destacou que caso se confirme a convocação, ele e o professor Cláudio Leitão, da Morada do Sol, deverão realizar um planejamento de trabalho visando os Jogos Paraolímpicos de 2012 em Londres. O judoca Santos representa as entidades Olhar Tátil/Smel de Mogi e faz parte da equipe de JUDÔ regular da Academia Morada do Sol de Poá.

Fonte: Jornal Mogi News - Edição de 23/07/2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Brinquedos terão de se adaptar a usuários


Os brinquedos dos parques de diversão terão de ser adaptados a deficientes. A Lei 11.982 publicada ontem no Diário Oficial da União vale para áreas públicas e privadas. De acordo com as normas, a adaptação deve ser feita, no mínimo, em 5% de cada brinquedo ou equipamento.

A lei acrescenta parágrafo único ao Artigo 4.º da Lei 10.098/2000 para determinar acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida.


Fonte: Instituto Pró Cidadania